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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Fernando Lara é destaque na imprensa de Manaus (AM)


A primeira expedição feita de motocicleta por Fernando Lara é destaque nos principais veículos de comunicação de Manaus (AM). Na capital amazonense desde o último sábado (3), o documentarista de natureza da Fauna e Flora Documentários tem concedido entrevistas para diversos jornalistas. 

No vídeo cima, a matéria veiculada pelo grupo Amazonas em Tempo, afiliada SBT em Manaus. A entrevista foi veiculada nesta terça-feira (6) e quarta-feira (7) para todo o estado. Fernando Lara também foi entrevistado por jornalistas do jornal impresso, que também leva o nome do grupo, além dos jornais Dez Minutos e Diário do Amazonas. O documentarista também foi destaque na afilida Globo, na capital, no programa Bom Dia Amazonas.
No Vale do Aço, destaque para edição desta quarta-feira (7) no Diário do Aço. Nas melhores bancas do país, a expedição Rotas Verdes Brasil está na edição de setembro da Revista Terra da Gente.

VÍDEO: BR 319 - O maior desafio geográfico da Rotas Verdes Brasil


Este vídeo espetacular produzido pelo documentarista de natureza da Fauna e Flora Documentários, Fernando Lara, mostra as dificuldades enfrentadas por ele e sua Honda Bros durante a passagem pela BR 319. Os moradores se emocionam ao abordar o abandono da rodovia e chamam a atenção para aqueles que seguem o caminho do 'inferno', pois nem 'eles mesmos sabem o que vão encontrar daqui pra frente', relata uma das integrantes da família dos Catarinos. Você vai sentir arrepios quando ver Fernando Lara passando pelas pontes velhas e despedaçadas da BR 319. Não perca e deixe seu recado, logo abaixo no desenho de uma carta, do que você achou deste desafio.

Por Edlayne de Paula

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Rotas Verdes Brasil sai em revista nacional

O Dedo de Deus no Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ) é uma das imagens da Revista Terra da Gente
A Rotas Verdes Brasil é mais uma vez destaque na imprensa nacional. Imagens de Fernando Lara e uma matéria especial sobre a expedição estão em duas seções da edição deste mês da revista 'Terra da Gente'. O veículo de comunicação é produzido pelo grupo EPTV ligado à Rede Globo, e além da revista possui um programa de televisão e um portal na internet.

Parte da revista Terra da Gente pode ser lido no site (clique aqui) e o material completo estão nas principais bancas do país.

Amanhã tem Rotas Verdes Brasil no Diário do Aço.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

ESPECIAL BR 319 - uma cicatriz no meio da Floresta Amazônica

Fernando Lara e a Honda Bros precisaram de três dias para atravessar 600 km intransitáveis da BR 319. Foto: Fernando Lara
Atravessar uma rodovia federal de 877km, ligando duas capitais e atravessando dois estados, pode ser uma situação rotineira, mas não quando se trata da BR 319, que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM). A estrada inaugurada na década de 1970 é o único acesso por via terrestre dos estados do centro sul para o estado do Amazonas. No entanto, não é utilizada porque é intransitável. Não há linhas de ônibus e nem mesmo os moradores locais se arriscam em  transitar pela rodovia que passa bem no meio da Floresta Amazônia.

“Eu não considero a BR 319 uma estrada. É na verdade uma cicatriz que a floresta está fechando aos poucos, arrancando o asfalto, entrando e engolindo a rodovia. Eu nunca vi nada igual. Foi mais que um desafio. Foi uma experiência de vida. Na maior parte do tempo era eu e a minha Honda Bros totalmente solitários. Não havia nenhum ser humano ou carro e os únicos sinais de vida eram os sons que surgiam da selva,’ descreve.

Veja o vídeo da passagem pela BR 319

O percurso da BR 319 começou em Porto Velho (RO) depois da travessia pelo Rio Madeira. Até Humaitá (AM) a estrada é perfeitamente transitável, mas já não existem postos de gasolina. Já em território amazonense a preparação foi uma medida crucial para o trajeto e incluíram reserva de alimentos; 25 livros de combustível além do tanque da Honda Bros; e um pneu com câmara de ar. 

1º dia (01/09)
Depois de enfrentar uma tempestade que varreu Humaitá, Fernando Lara e a Honda Bros seguiram caminho, mesmo com a previsão do tempo indicando chuva. Era preciso seguir em frente. Esperar a chuva poderia atrasar ainda mais a partida uma vez que quanto mais encharcada a estrada, pior a travessia.

Posto de gasolina abandonado e tomado pelas folhagens da floresta. Foto: Fernando Lara
A primeira parada foi na comunidade Realidade, no Km 555 da rodovia, há mais ou menos 100km de Humaitá. Fernando Lara parou em uma ‘venda’ e conversou com alguns moradores que relataram haver poucos que se aventuravam a atravessar a BR 319.  Aqueles que iam solitariamente eram mais raros ainda. “Depois de Realidade a estrada fica ainda pior. Os buracos aumentam em quantidade e tamanho e as pontes são péssimas’, descreve o documentarista de natureza.

Fernando Lara acampa na casa dos 'Catarinos', às margens da BR 319. Foto: Fernando Lara
No caminho, 100km depois de Realidade, Fernando Lara conheceu uma família de catarinenses que mora as margens da rodovia. Por causa da origem a família é conhecida como ‘Catarinos’. Foi por lá que o documentarista de natureza pernoitou acampado e já cansado, depois do primeiro dia de viagem.

Doce sorriso da pequena integrante da família dos 'Catarinos'. Foto: Fernando Lara
2º dia (2/9)
De acordo com Fernando Lara o segundo dia foi ainda pior. “De vez em quando eu via uma casa aqui, ou ali. Mas depois dos ‘Catarinos’ não existe mais nada . Se acontecesse alguma coisa comigo ou com a motocicleta não haveria a quem recorrer”. Dos 877 km, cerca de 600 km são considerados intransitáveis na rodovia. Estima-se que menos de 500 pessoas morem neste trecho ruim o que demonstra a baixa densidade populacional da região.

Uma das poucas casas encontradas ao longo da BR 319. Foto: Fernando Lara
A estrada também não tem circulação de veículos. “Em todo esse trajeto os únicos motores que ouvi foram de um grupo de jipeiros e outro de motociclistas que vinham de Manaus, todos experimentando uma aventura. Não eram moradores dali”, relata.

Mutum ao longo da BR 319. Foto: Fernando Lara
Nessa segunda parte do trajeto foram 265km de estrada. Fernando Lara demorou mais de 10 horas para fazer este trecho. “A Honda Bros demonstrou ter muita resistência. Não imaginava que uma motocicleta pudesse suportar tanto castigo. Não tive nenhum problema com ela durante o percurso e mostrou mais uma vez que a concessionária Mavimoto acertou quando escolheu esta motocicleta para ser o veículo oficial da expedição”, afirmou.

Existem 125 pontes ao longo da BR 319. A maior parte delas em péssimo estado. No detalhe o caminhão do Exército Brasileiro. Foto: Fernando Lara
Neste percurso, além do abandono, do asfalto quase inexistente, as mais de 125 pontes encontradas por toda da rodovia, estão quase todas elas em péssimo estado. Em uma delas, Fernando chegou a encontrar um caminhão do Exército Brasileiro abandonado. O veículo caiu sobre o leito de um rio depois de tentar passar em uma ponte que não suportou seu peso. Talvez, por causa das condições da rodovia, ninguém tenha tentado ‘resgatá-lo’.

Depois de um dia inteiro de dificuldades, Fernando Lara pernoitou na comunidade do Igapó-Açu, no Km 255, na Pousada da Dona Mocinha. O lugar é muito conhecido na região e é usado com freqüência por aqueles que se arriscam em passar pela rodovia.

Permuta. Frutas da região por dois litros de combustível. Foto: Fernando Lara
3º dia (3/9)
Ainda faltam cerca de 150 quilômetros de estrada ruim. Manaus está há 250 quilômetros e é o destino final de Fernando Lara. No dia de seu aniversário, o documentarista de natureza irá completar o desafio mais difícil da Rotas Verdes Brasil que é o de atravessar a BR 319.

Fernando Lara e Donda Mocinha na comunidade Igapó-Açu. Foto: Divulgação

No meio do caminho uma cena impressionante. Dois meninos pedem para trocar combustível por frutas da região, que seria usado pelo pai para abastecer o carro. Fernando Lara ainda tinha de reservas de dois litros que cedeu para as crianças. Vale lembrar, que a Rotas Verdes Brasil usa preferencialmente etanol, por ser um combustível mais limpo. No entanto, no percurso da BR 319, foi usada a gasolina uma vez que este combustível gera mais autonomia por litro proporcionando a necessidade de menos volume. 

Crianças se banham no Rio Igapó-Açu - Foto: Fernando Lara

Mulher toma banho no Rio Igapó-Açu. Foto: Fernando Lara

Já no final da tarde, finalmente Fernando Lara chega em Careiro, a primeira cidade depois de 600km de estrada ruim, já bem próximo de Manaus. Três dias de uma viagem inesquecível pelo meio da floresta vendo diversos animais por todo o percurso. “Mas o que mais me impressionou foi ver como as pessoas que ainda resistem em morar em um lugar de tamanho isolamento”, afirma. 

Tucano-de-bico-preto às margens da BR 319 . Foto: Fernando Lara
Para a Fauna e Flora Documentários, a BR 319 será um capítulo especial no nosso livro digital e evidentemente uma parte importante na história de 7 anos do grupo. Agradecemos a todos que torceram para que tudo corresse bem nesta etapa importante da expedição e principalmente a natureza que conspirou positivamente para que nada saísse errado.

E até dezembro ainda há muito trabalho pela frente. Primeiro em Manaus, depois o nordeste brasileiro. Não deixe de seguir esta estrada junto com a gente.

No próximo post um vídeo especial sobre a BR 319. Não perca!

Por Edlayne de Paula

sábado, 3 de setembro de 2011

Sem acidentes, Fernando Lara termina percurso pela BR 319

Fernando Lara passou três dias pela BR 319, uma das piores rodovias do país.
A rodovia de estradas esburacadas, sem postos de gasolina, considerada intransitável pelos órgãos federais e no meio da Floresta Amazônica ficou para trás. Há poucos minutos, o documentarista de natureza da Fauna e Flora Documentários, Fernando Lara, fez contato com a base em Coronel Fabriciano (MG) depois de passar três dias com sua Honda Bros percorrendo a BR 319, uma das piores estradas do país. Neste momento, ele está no município de Careiro há cerca de 100km de Manaus (AM).

O documentarista completa hoje 31 anos e irá passar pela segunda vez seu aniverário em Manaus. Fernando Lara está bem, não sofreu nenhum acidente e apesar do peso que carrega na motocicleta não sofreu nenhuma queda. Este foi o trecho considerado mais perigoso da Rotas Verdes Brasil, por causa da dificuldade de trânsito da rodovia e da ausência de comunicação de socorro. “Não há buracos pela BR 319, há crateras e pontes intransitáveis. É inacreditável o estado em que se encontra esta rodovia. Não é atoa que a população do norte não se arrisque em passar por ali’, afirma. Em alguns trechos Fernando Lara chegou a gastar 10h para fazer 250km.

A Fauna e Flora Documentários agradece a todos que torcem pela nossa expedição, principalmente neste trecho tão difícil. Agradecemos as orações, a força positiva, os recados e e-mails e convidamos a todos a estar sempre neste caminho de descobertas por este Brasil imenso. 

Mais tarde, outras informações sobre a passagem pela BR 319. Acompanhe!

Foto: Edlayne de Paula

Porto Velho divulga amplamente Rotas Verdes Brasil

Imprensa abordou principalmente os desafios de atravessar sozinho a BR 319

Os principais veículos de comunicação de Rondônia divulgaram esta semana a passagem de Fernando Lara e sua Honda Bros bicombustível pelo estado. O desafio de atravessar a BR 319 sozinho e a coragem de enfrentar as dificuldades que serão enfrentadas pelo documentarista de natureza, foi o principal ponto de destaque dos veículos de comunicação. 

A expedição Rotas Verdes Brasil foi capa do Diário da Amazônia, um dos principais veículos de comunicação do estado.  O jornal é do mesmo grupo da Rede TV em Rondônia. A emissora também gravou duas matérias com Fernando Lara. Uma delas para o programa Fala Rondônia e o outro para o Plantão de Policia. A afiliada rede Globo de Porto Velho também veiculou matéria sobre a Rotas Verdes Brasil.

Além da perigosa travessia pela BR 319, a imprensa também abordou os registros na 14ª unidade de conservação da Rotas Verdes Brasil: a Floresta Nacional do Jamari, em Itapuã do Oeste, a cerca de 120 km de Porto Velho. Fernando Lara permaneceu por 9 dias no local que está sob a gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Por Edlayne de Paula

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

BR 319 – Mesmo com previsão de chuva, Fernando Lara segue na estrada

Combustível reserva, mantimentos e um pneu são apenas parte dos preparativos para enfrentar a BR 319. Foto: Fernando Lara
O documentarista de natureza da Fauna e FloraDocumentários, Fernando Lara, não se intimidou com a previsão de novas tempestades em todo o estado de Manaus e segue continuando seu caminho pela BR 319. Depois de passar um susto, com um temporal de 40 minutos que arrancou telhados e árvores em Humaitá (AM), o profissional saiu hoje (31), no início da tarde, em direção a comunidade Realidade, no km 555 da rodovia que liga as capitais Porto Velho (RO) e Manaus (AM).

O desafio de encarar a BR 319 ficou ainda mais difícil para Fernando Lara e a sua Honda Bros depois do temporal de ontem (31). A rodovia fica intransitável em épocas de chuva o que preocupa a equipe da base da Fauna e Flora Documentários em Minas Gerais. Segundo previsão do site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) haverá, hoje, novas tempestades, com as mesmas características daquelas que ‘varreram’ Humaitá nesta quarta-feira. Em Humaitá, a probabilidade de precipitação é de 80%.


De acordo com o site do CPTEC/INPE previsão pe de chuva temporal e ventania no trajeto em direção a BR 319. Foto: reprodução
Para o trajeto, a Fauna e Flora Documentários tem o apóio do Centro Estadual de Unidades de Conservação (CEUC), um braço da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) do Amazonas. A equipe do CEUC disponibilizou informações sobre os pontos críticos e que podem ser usados para acampamento e pousada durante o trajeto da BR 319, além de contatos de chefes de unidades de conservação estaduais ao longo da rodovia. Além disso, Fernando Lara fez reserva de comida e 25 litros de combustível, além do tanque cheio. Um pneu com câmara de ar também está na bagagem.

Se tudo der certo, Fernando Lara chega no próximo sábado em Manaus. Será um presente e uma vitória de uma única vez uma vez que o documentarista de natureza completará 31 anos de vida nesta data. Na região metropolitana de Manaus estão previstos os registros da APA Caverna do Maroaga em Presidente Figueiredo e o Parque Nacional de Anavilhanas em Novo Airão.

Mas você deve estar se perguntando, por quê a BR 319 é tão ruim de se transitar?

A BR 319 foi construída no final da década e 60 e início de 70 e inaugurada oficialmente em 1976 e tinha como objetivo ligar o estado do Amazonas a região centro-sul do país, por via terrestre.  Parecia um sonho, o trajeto de 877km entre Manaus e Porto Velho era feito em apenas 12 horas, em uma rodovia toda pavimentada.

Mas o bom estado de conservação durou pouco. Em menos de 10 anos, em boa parte da rodovia era impossível passar de 40km/h. A viagem entre as duas capitais de Rondônia e Manaus passaram a durar 36 horas. Em 1988 o trecho entre Humaitá e Careiros, foi considerado intransitável, levando ao abandono da rodovia até mesmo pelas pessoas que moravam ali.

A BR 319 passa por dentro da Floresta Amazônica e já durante a construção era possível prever que haveria problemas em sua manutenção. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura deTransportes (DNIT), o “trecho Careiro-Humaitá situa-se em região geológica sem similar no mundo, além de apresentar altíssimos índices pluviométricos. Devido à natureza dos solos, não era impossível a implantação de uma rodovia de acordo com os padrões clássicos. Além disso, era necessário transpor rios, igarapés e construir altos aterros para viabilizar a estrada, superando os altos preços dos serviços e a inexistência de cidades intermediárias para minimizar os problemas causados pela grande extensão do trecho”. Atualmente são considerados trafegáveis pelo DNIT os trechos entre Manaus (Km 0) até o km 255 e entre Humaitá (km 665) até Porto Velho (Km 870). 

O trecho em cinza está com obras paralisadas desde junho/11 para atender a solicitações e estudos do Ibama. Fonte: Dnit/reprodução
A reforma da rodovia está dentro do pacote do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e deve custar cerca de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Em 2009, foi iniciada uma movimentação para o início das obras, no entanto elas foram embargadas pelo Ibama, no último mês de junho, que solicitou condicionantes para a emissão do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental EIA/RIMA.

Se por um lado, a rodovia irá melhorar a situação daqueles que vivem próximos a BR 319 e facilitar o acesso a Manaus, por outro lado existe a preocupação como impacto ambiental da rodovia. A invasão de grileiros, as ramificações de outras estradas pela rodovia preocupam órgãos ambientais.

No entanto, algumas medidas para diminuir o impacto dessas mudanças já foram tomadas. Um convênio entre o Dnit e a SDS do Governo do Amazonas está possibilitando o funcionamento de nove unidades de conservação do estado ao longo da BR 319. São elas: Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Amapá, RDS Piagaçu-Purus, RDS Igapó-Açú, RDS Matupiri, RDS do Rio Madeira, Parque Estadual (PAREST) Matupiri, Reserva Extrativista (RESEX) de Canutama, Floresta Estadual (FLOREST) Canutama e FLOREST Tapauá.

A previsão é que as máquinas voltem a reformar a BR 319 no início de 2012. A expectativa é que a obra seja concluída em 2013 antes da Copa do Mundo.

Por Edlayne de Paula

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Tempestade arrasa Humaitá e atrasa passagem pela BR 319

Cobertura do estádio caiu e destruído um carro estacionado. Foto: Fernando Lara
ATUALIZADO ÀS 21h51

Fernando Lara foi surpreendido agora pouco por uma tempestade em Humaitá (AM) que destruiu a cidade que fica próxima a divisa com Rondônia e possui cerca de 45 mil habitantes. Segundo a previsão do tempo do site Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) rajadas de vento com 'força destrutiva' podem ter chegado a uma velocidade de 90km/h. De acordo com o documentarista de natureza, parte da cobertura do estádio Arlindo Bras da Silva veio abaixo e destruiu alguns carros que estavam estacionados no local.
Segundo previsão do tempo no site do INPE, ventos podem ter chegado a 90km/h. Foto: Fernando Lara
Fernando Lara estava preparando mantimentos e combustível para reserva, que serão usados durante sua passagem pela BR 319, quando a tempestade começou. Ele afirma que a chuva durou cerca de 40 minutos. Viaturas da polícia e outros órgãos de emergência também estão por toda a cidade, além de retro-escavadeiras que ajudam na retirada de lama.
Depois da tempestade cidade ficou sem energia elétrica e sem telefone. Foto: Fernando Lara
O sistema de fornecimento de energia elétrica sofreu uma pane e não há previsão do retorno da luz. O sistema de telefonia também foi prejudicado e apenas uma operadora de celular funciona, mesmo assim, em apenas alguns pontos. Por toda cidade há casas destelhadas e árvores arrancadas pelo temporal. Não informações de vítimas ou feridos.
Muitas árvores caíram por causa do temporal. Foto: Fernando Lara
Por causa da chuva, há possibilidade de atraso no trajeto pela BR 319 que fica com intransitável em período.

Policiais e equipes de emergência transitando pela cidade. Foto: Fernando Lara

Tempestade pode atrasar trajeto de Fernando Lara pela BR 319 que fica intransitável em épocas de chuva. Foto: Fernando Lara

BR 319 – O maior desafio da Rotas Verdes Brasil

Balsa pelo Rio Madeira, em Porto Velho (RO), um dos pontos iniciais da BR 319. Foto: Divulgação
Quem planeja transitar por uma rodovia federal, logo imagina que trata-se de uma BR asfaltada, sinalizada , com postos de atendimentos e cidades ao longo do trecho e postos de gasolina em vários pontos do percurso. Isso é tudo que não tem na BR 319 que passa dentro da Floresta Amazônica e liga as capitais Rondônia (RO) e Manaus (AM). 

O documentarista da Fauna e Flora Documentários, Fernando Lara, irá fazer este percurso de 860 km sozinho, por estrada de terra em péssimas condições, pontes ruins, longos trechos inóspitos sem a presença de um único ser humano e sem nenhum tipo de socorro. 

Fernando Lara irá contar apenas com a coragem que tem, porque nem mesmo os rondonienses e amazonenses passam pela rodovia. Não há carros e nem mesmo linhas de ônibus que transitam por lá. Os pontos com algum morador são pouquíssimos. As pessoas já não se arriscam a morar as margens da rodovia por causa das dificuldades de deslocamento o que impede o atendimento médico, a ida a escola ou mesmo a compra de mantimentos.

Arara Vermelha. Durante boa parte da BR 319, a única companhia de Fernando Lara serão os animais da Floresta Amazônica. Foto: Fernando Lara
A BR 319 é o percurso mais difícil da Rotas Verdes Brasil e que têm trazido uma grande expectativa para a equipe da Fauna e Flora Documentários.  Fernando Lara já iniciou a primeira parte do percurso ontem (30) depois de finalizar os trabalhos na Floresta Nacional do Jamari. A rodovia começa em Porto Velho, passando de balsa pelo Rio Madeira - o principal afluente do Rio Amazonas - e seguindo 200km até Humaitá já no estado do Amazonas, o maior município da BR 319, com cerca de 45 mil habitantes. 

A Honda Bros passa por nova revisão, com troca de pneu e óleo, como medida preventiva antes de entrar novamente pela rodovia.  Nesta quinta-feira (1), Fernando Lara ainda irá percorrer 23km pela Transamazônica antes de entrar novamente pela BR 319. A parada também é estratégica para reserva de combustível, de alimentos e concentração como preparo psicológico. Neste percurso todas as precauções são necessárias já que em uma rodovia como esta tudo pode acontecer. 

Quer saber por quê a BR 319 é uma das piores rodovias para se transitar no Brasil? Aguarde, isso é assunto para o próximo post. 


Por Edlayne de Paula

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Mais uma vez na Vitrine

Pequeno indio Kadwéu, descedente de uma tribo que lutou na Guerra do Paraguai e hoje está em Bodoquena (MS), é uma das imagens da Vitrine deste mês. Foto: Fernando Lara
Pela quarta vez, a revista Vitrine Minas traz mais uma matéria sobre as experiências e imagens de Fernando Lara durante a Rotas Verdes Brasil. A edição de número 24 é comemorativa aos dois anos da revista que é uma das parceiras da Fauna e Flora Documentários neste caminho de 18.000km pelo país. Segundo o diretor da Vitrine, Ruisley Chaves, a revista está expandindo sua distribuição e irá circular também em Belo Horizonte (MG) a partir da próxima edição. 

A equipe da Fauna e Flora Documentários parabeniza toda a equipe da Revista Vitrine Minas pelo ótimo trabalho e pela qualidade das matérias publicadas, que incluem assuntos de culinária, turismo, tecnologia, meio ambiente, por meio de jornalistas espalhados no Brasil e no mundo, contemplando e atraindo cada vez mais leitores. Parabéns!

Para conhecer a Vitrine clique aqui.

sábado, 27 de agosto de 2011

EXCLUSIVO: Desvendando os segredos de um caçador


Com raras exceções a caça é permitida no Brasil. Com a habilidade de fazer grandes descobertas que envolvem o meio ambiente, o documentarista de natureza da Fauna e Flora Documentários, Fernando Lara, registrou essa exceção a regra durante os trabalhos realizados na 14ª unidade de conservação da Rotas Verdes Brasil, a Floresta Nacional do Jamari, em Itapuã do Oeste (RO), há cerca de 100 quilômetros de Porto Velho.

Neste vídeo, a Rotas Verdes Brasil traz um relato incrível de como agem os caçadores do Brasil. O depoimento é de Juvenal dos Santos Faria, 37 anos, que mora com a mãe e um irmão em uma área demarcada de 1.800 hectares, na Flona do Jamari. O caçador faz parte de uma família que há mais de 50 anos vive da caça e de produtos retirados da Floresta Amazônica.

Juvenal mostra uma das técnicas que há gerações é usada para abate de animais selvagens no Brasil. Trata-se do jirau (ou puleiro de caça), uma base feita de galhos de árvores, suspensa, que facilita a visão do caçador. O artefato está próximo de um barreiro, um monte de lamas que surge naturalmente em florestas. Em época de calor e seca, os animais vão até esses barreiros para se refrescar. 

Juvenal mostra como é feito o abate de animais em cima de um puleiro. Foto: Fernando Lara
O caçador mostra como age. No barreiro, ele coloca sal iodado para atrair os bichos que comem o sal criando um ponto de ceva. Enquanto os animais se alimentam, Juvenal usa o jirau como ponto estratégico para atirar. Ele usa o artefato também como proteção. “Esse jirau é também por causa da onça. As vezes ela pega a gente por trás, porque a ‘bicha’ pisa macio. As vezes de cima ela (onça) vê a gente também. Só que quando ela não vem ferir a gente, aí gente não mexe com ela’, relata.

Leis                                                                                                                            
Em termos gerais, a caça de animais silvestres é proibida no Brasil. De acordo com a Lei 9.605/1998 que rege sanções, condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, a pena pode ser de seis meses a um ano de prisão, mais multa, e pode ser agravada caso o réu seja reincidente, um caçador profissional, o crime seja realizado em uma unidade de conservação, a caça seja vendida, ou ainda, praticada com animais ameaçados de extinção.

No caso específico de Juvenal, a caça é autorizada pelo Governo Federal. O documento que autoriza o uso da sua área para a prática tem como testemunha o ex ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. A justificativa é a subsistência da família que usa os recursos naturais da floresta, e sobrevivem ainda da extração do óleo de copaíba, além da colheita do açaí e da castanha. Com o uso de técnicas de conservação da carne, como a desidratação usando sal, uma paca pode durar uma semana e uma anta de 200 quilos pode alimentar a família por até três meses. 

Casa onde mora a família de Juvenal que há mais de 50 anos vive na região onde hoje é a Flora do Jamari. Foto: Fernando Lara
 A família de Juvenal está desde a década de 50 na área, antes mesmo da criação da Flona do Jamari. O avô dele, um seringueiro foi para a região para trabalhar como ‘soldado da borracha’, um contingente de ‘militares da selva’ que trabalhavam para o governo para abastecer o mercado da borracha durante a 2ª Guerra Mundial, com a promessa de que seriam indenizados assim que o conflito acabasse. Após a decadência deste segundo ciclo da borracha, muitos seringueiros foi embora, mas o avô de Juvenal permaneceu no local.

A produção e veiculação deste vídeo foi autorizada por Juvenal com a justificativa de que Fernando Lara usaria as imagens para mostrar como ocorre a caça em puleiros, ilegal no país. Todo cidadão tem o dever de denunciar crimes ambientais aos órgãos de proteção e fiscalização como a Polícia de Meio Ambiente, Ibama e ICMBio.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Fernando Lara completa primeira metade da expedição

O macaco-de-cheiro foi um dos animais registrados por Fernando Lara durante a passagem da Rotas Verdes Brasil pela Flona do Jamari
Em meio a maior biodiversidade do mundo, a Floresta Amazônica, o documentarista de natureza da Fauna e FloraDocumentários, Fernando Lara, e sua Honda Bros completam hoje (23) a primeira parte da Expedição Rotas Verdes Brasil. São 116 dias de trabalho, sem descanso, por matas, selvas,alagados, rios, estradas de terra e asfalto registrando unidades de conservação pelo Brasil.

Ainda faltam outros 116 dias. Até dezembro, nosso documentarista de natureza irá registrar todos os biomas brasileiros que irão compor um livro digital que irá divulgar e proporcionar aos brasileiros, a experiência de ver animais, plantas, paisagens, pessoas de todos os cantos do país no conforto de sua casa. Mas o nosso objetivo é ainda maior, queremos motivar a todos que nos acompanham a descobrir o Brasil de perto e sair de mochila em direção as unidades de conservação em uma aventura ecoturística, seja ela perto ou longe de casa.

Cateto ou Caititu também foram registrados por Fernando Lara na Flona do Jamari
Fernando Lara está em sua 14ª unidade de conservação e já percorreu cerca de 10.000km pelo país. O documentarista de natureza se encontra hoje na Floresta Nacional do Jamari (RO), em Itapuã do Oeste, município que fica há cerca de 100 km de Porto Velho, capital do estado, e já registrou animais como o macaco-de-cheiro e o cateto.

A equipe da Fauna e Flora Documentários está com uma grande expectativa. Daqui a alguns dias, nosso documentarista de natureza irá realizar uma das travessias mais perigosas do país: a BR 319. Serão quase 1.000km de pouca infraestrutura, com estradas abandonada e em péssimo estado, inóspita e sem postos de gasolina, entre Porto Velho e Manaus. Não passam caminhões e nem mesmo ônibus. A maior parte dos veículos faz a travessia de balsa.

E você, vai estar nesta estrada junto com a gente. Não deixe de acompanhar.


Por Edlayne de Paula