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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Onça-pintada na capa da Vitrine Minas

A revista Vitrine Minas apóia a Rotas Verdes Brasil

A Rotas Verdes Brasil é mais uma vez capa da Vitrine Minas. A publicação é apoiadora da expedição e divulga em todas as edições, desde o início do projeto, os detalhes do percurso de 18.000 quilômetros realizado por Fernando Lara e sua Honda Bros bicombustível.  A revista traz em sua matéria principal o encontro do documentarista de natureza da Fauna e Flora Documentários com a onça-pintada, os desafios da BR 319 e entrevista exclusiva com um caçador no meio da Floresta Amazônica.

A Vitrine Minas está recheada de boas matérias que trazem assuntos abordados por jornalistas do Brasil inteiro. Entre eles está o histórico Engenho de Uruaé, em Pernambuco, uma construção do século 18 que ainda mantém viva a história do período de escravidão no Brasil; o primeiro Encontro de blogueiros que tratam de turismo no País, em Foz do Iguaçu (PR); além da já tradicional coluna ‘Vinhos e Sabores’ de Flávio Sad que nesta edição conta um pouco da história da bebida no Brasil.

A Vitrine Minas é uma publicação que circula nos ônibus da Viação Presidente e possui veiculação direcionada no Vale do Aço e em Belho Horizonte. Para conhecer acesse: www.vitrineminas.com.br
 
Por Edlayne de Paula

De Manaus a Belém

Fernando Lara percorre os 1.646 km da Hidrovia Solimões/Amazonas, de Manaus a Belém. Clique para ampliar. Fonte do mapa: DNIT

O documentarista de natureza da Fauna e Flora Documentários, Fernando Lara, segue estrada novamente, ou melhor, segue o rio. O destino da Rotas Verdes Brasil está desde quarta-feira (5) em uma embarcação percorrendo o Rio Amazonas. De Manaus (AM) a Belém (PA) são 1.646 quilômetros em um percurso previsto de cinco dias. Fernando Lara e a Honda Bros bicombustível chegam a capital paraense no próximo domingo (9).

 Este percurso representa o trajeto pontilhado no mapa de rota de 18.000 quilômetros da expedição (Veja aqui).  O trecho de Manaus a Belém faz parte da Hidrovia Solimões/Amazonas e passa por cidades importantes da região Norte no curso do Amazonas como Santarém e Parintins. A rota tem um importante papel no funcionamento da zona industrial da Manaus. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), só em 2010 foram transportados cerca de 2,2 milhões de toneladas de produtos, nos dois sentidos. Os números representam o maior percentual (32%) de transportes de produtos realizados na região Norte.

Além de mercadorias, o Amazonas transporta pessoas. Fernando Lara já está preparando imagens espetaculares deste percurso. Imagens dos passageiros que dormem em redes, das belezas naturais e humanas e da relação entre a população e maior rio do mundo. Vamos aguardar!

Nordeste
De Belém Fernando Lara segue pela BR 316. Serão 938 quilômetros até Barreirinhas (MA) onde o documentarista de natureza irá registrar as belezas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. A unidade de conservação está sob a gestão do Instituto Chico Mendes deConservação da Biodiversidade (ICMBio) e é a primeira da Rotas Verdes Brasil na região Nordeste.

Esteja sempre na estrada com a gente.

Por Edlayne de Paula

domingo, 2 de outubro de 2011

Fernando Lara finaliza trabalhos na Floresta Amazônica

Fernando Lara flagra o sobrevôo de um casal de araras canindé na Reserva Biológica do Uatumã, a última unidade de conservação da Amazônia na Rotas Verdes Brasil
A Rotas Verdes Brasil termina oficialmente hoje (2) os trabalhos no bioma de maior biodiversidade do mundo: a Amazônia.  Foram 42 dias de trabalho que começaram na Floresta Nacional do Jamari em Rondônia, passaram pelos perigosos trechosinóspitos da BR 319, atravessaram as cavernas da APA Maroaga em Presidente Figueiredo (AM), encontraram a onça-pintada e terminam com chave de ouro em uma das maiores áreas de preservação do Brasil, a Reserva Biológica (Rebio) Uatumã, com quase 1 milhão de hectares de unidade de conservação.

A Amazônia representa quase a metade do território brasileiro e abriga animais como este bicho preguiça. Foto: Fernando Lara
Os registros são inúmeros e representam um pouco da Amazônia que ocupa quase metade do território do território brasileiro. Fernando Lara, que já passou pela floresta em outras expedições pelo Brasil, Bolívia e Colômbia, registrou mais uma vez a fauna e a flora mais rica, em termos de biodiversidade, do mundo.
Fernando Lara já esteve na Floresta Amazônica em outras expedições pelo Brasil, além da Bolívia e Colômbia. Neste registro, a imagem da garça-mora por Fernando Lara
Apesar das áreas de difícil acesso, horas e horas de deslocamento de barco e pernoites em locais de grande isolamento, Fernando Lara não perdeu tempo e fez grandes registros nesta parte da expedição. As histórias e as experiências são muitas. Nos últimos dias os relatos foram contadas para a equipe na base da Fauna e Flora Documentários, no Vale do Aço (MG), por meio de contatos por telefone e internet satelital da base da Rebio Uatumã (AM).
Uma dessas histórias é da cutia que Fernando Lara encontrou em um momento de sobrevivência do animal. Trafegando de barco pelo Lago Balbina, o documentarista de natureza encontrou o animal se afogando e se debatendo na água na tentativa de se salvar. Mas Fernando Lara estava lá para resgatá-la e levá-la até a margem sã e salva. 

A cutia que Fernando Lara salvou no Lago Balbina na Rebio do Uatumã. Foto: Fernando Lara
Para quem não sabe, a cutia é um mamífero roedor que possui uma grande tarefa na disseminação de sementes e conseqüente renovação da floresta. Ela tem o hábito de enterrar alimentos e comê-los em épocas de escassez. Dessa forma ela tem alimento o ano todo e acaba plantando sementes que disseminam renovando naturalmente o ciclo da floresta.

Gavião Preto - Foto Fernando Lara
O flagrante do vôo de um mergulhão. Foto: Fernando Lara
Fernando Lara também passou momentos de tensão no Lago Balbina. Depois de um dia longo de trabalho, uma chuva torrencial caiu enquanto o documentarista de natureza fazia o trajeto em direção a base da Rebio Uatumã. Ondas de 1,5m se formaram e balançaram bruscamente o barco. O risco de a embarcação virar era eminente e naquele momento parecia apenas uma questão de tempo. Mas graças a habilidade do condutor do barco, tudo não passou de um grande susto.

Cemitério de árvores de Balbina. O apodrecimento das árvores gera grande quantidade de metado, um gás com grande capacidade de absorção de calor e que colabora para o aquecimento global. Foto: Fernando Lara
O Lago Balbina é na verdade um grande ‘cemitério de árvores’. Trata-se de uma grande represa que alimenta as turbinas da Usina Balbina e que alagou centenas de quilômetros de Floresta Amazônia e deslocou até mesmo uma área indígena da tribo Atroari.

Contraste de cores nesta imagem do anu preto nos galhos de uma árvore morta. Foto: Fernando Lara
Há grandes críticas a hidrelétrica que, segundo especialistas, não produz a quantidade de energia que justificaria o impacto que sua construção provocou na natureza. A área da represa foi inundada sem o corte das árvores. Debaixo d´água, a vegetação apodrece gerando grande quantidade de gás metano, um dos componentes responsáveis pelo aquecimento global. Estudos comprovam, por características moleculares, que o metano é 25 vezes pior que o dióxido de carbono por absorver mais calor. A Rebio do Uatumã foi criada e é mantida como medida de mitigação para a criação da Balbina.

Fernando Lara registrou durante 42 dias dias o bioma de maior biodiversidade do mundo: a Floresta Amazônia
Travessia Manaus-Belém
Fernando Lara segue a partir desta semana para a outra metade do Brasil: o Nordeste Brasileiro. A passagem será de barco pelo Rio Amazonas, de Manaus (AM) até Belém (PA), em um percurso de 1.300 quilômetros previsto para ser realizado em três dias. O próximo destino serão as dunas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (MA). 

Depois da Floresta Amazônica, a Rotas Verdes Brasil segue para o Nordeste, mais precisamente para as belezas das dunas dos Lençóis Maranhenses. Foto: Fernando Lara

A Fauna e Flora Documentários agradece o apóio do Estado do Amazonas por meio do Centro Estadual de Unidadesde Conservação (CEUC) e da Pousada das Pedras (Av. Acariquara s/n, B. Morada do Sol – Presidente Figueiredo (AM) – Fone: (92) 3324-1296) durante os trabalhos da Rotas Verdes Brasil no estado. Também agradecemos o apóio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) durante toda a expedição.

Siga esta estrada junto com a gente!

Por Edlayne de Paula

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Globo Natureza divulga vídeo da onça-pintada


Os sites G1 e Globo.com veicularam nesta quinta-feira (29) matéria de capa sobre o encontro de Fernando Lara com a onça-pintada. A gravação ocorreu no último dia 17 na APA Maroaga, em Presidente Figueiredo (AM). O local é a 15ª unidade de conservação a ser registrada pelo documentarista de natureza da Fauna e Flora Documentários na expedição Rotas Verdes Brasil. A matéria é uma produção do Globo Natureza. Veja vídeo acima.

Leia matéria do G1 aqui.

Mesmo com a experiência de quem trabalha há 11 anos com documentação de vida selvagem, Fernando Lara afirma que este foi um dos momentos de maior adrenalina de sua carreira. “É ao mesmo tempo aterrorizador e emocionante. Encontrar um animal como este é uma raridade, mesmo entre profissionais que lidam com documentação de vida selvagem. Eu já tive outros encontros com a onça-pintada em expedições anteriores, mas não tão perto. Foram quase cinco meses a procura do maior felino das Américas e o resultado está aí”, afirma. A matéria liderou o ranking de notícias mais lidas do G1 e da Globo.com

Fernando Lara ficou a menos de 5 metros da onça-pintada. A proximidade é tão grande que o felino chega a ameaçar um ataque. O encontro aconteceu quando o chefe da APA Maroaga, Adevane Araújo, recebeu a denúncia de que um fazendeiro estaria colocando armadilhas ao redor de sua propriedade para matar o felino. O animal havia atacado e matado os porcos de sua propridade em dias anteriores, o que segundo o fazendeiro, havia causado grandes prejuízos.

Para impendir que a onça fosse morta, Fernando Lara partiu em direção a APA Marogada, na companhia de Adevane e de um policial militar. Além de deixar claro que é crime matar animais e ainda mais agravante tratando-se de uma espécie em extinção, o grupo sugeriu ao fazendeiro que fizesse o manejo da onça-pintada, na tentativa de afastá-la dos limites de sua propriedade.

Usando um instrumento que imita o esturro da onça-pintada, Fernando Lara seguiu com o grupo pela Floresta Amazônica em busca do animal. Foram cerca de 48 horas a procura do do felino no meio da floresta.

Fernando Lara permaneceu por 48h incursionado na floresta a procura da onça-pintada. Foto: Fernando Lara
Foram momentos de adrenalina. A onça-pintada fica atrás de arbustos observando o grupo. Para se ter idéia do porte de um animal como este, a onça-pintada pode chegar a 150 quilos e 2,5 metros, além de possuir muita agilidade e um ataque mortal.

No calor da hora, o fazendeiro chegou a pedir que o seu funcionário que estava no grupo, atirasse na onça-pintada. Fernando Lara chegou a discutir com o proprietário de terra que chegou a dizer que preferia ser preso a ter que arcar com mais prejuízos decorrentes da onça-pintada. Felizmente, a onça-pintada, após observar o grupo seguiu sua direção. O grupo não foi atacado e a onça-pintada saiu ilesa naquela ação.

Atualizado às 13h36

Por Edlayne de Paula

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Texto de Fernando Lara é usado em prova escolar

Alunos de 10 anos da Escola Batista de Acesita avaliam o 'seu espaço geográfico' por meio das experiências de Fernando Lara. Foto: Divulgação EBA
A Rotas Verdes Brasil chega a sala de aula e em grande estilo. Um dos textos do documentarista de natureza da Fauna e Flora Documentários, Fernando Lara, acabou virando tema de análise em uma das provas de Geografia dos alunos do 5º ano da Escola Batista de Acesita, em Timóteo (MG). Os alunos têm idade média de 10 anos.

O texto “Em cada lugar, um sotaque”, foi produzido especificamente para a 5ª edição da revista Contexto, uma das apoiadoras da Rotas Verdes Brasil. A publicação irá divulgar em todas as edições, até o final da expedição, um diário com os acontecimentos mais importantes vividos por Fernando Lara durante o projeto. 

Quem levou a revista para a sala de aula, foi a aluna Vitória, filha de Márcio de Paula, um dos responsáveis pela Contexto. A matéria chamou a atenção da professora Cláudia Sodré. “É um texto que mexe e emociona muito a gente. Ele fala, em uma linguagem simples, as sensações que ele tem na floresta e o respeito que se deve ter ao entrar dentro dela e achei que fosse adequado usá-lo com as crianças’, afirma a docente.

Segundo a professora, o texto de Fernando Lara chegou no momento em que os alunos estavam estudando o ‘seu espaço geográfico’ e a interferência que cada um tem dentro dele. Em uma das questões, Cláudia Sodré, pediu aos estudantes ilustrassem este trecho “A vida está dentro da floresta e não fora dela. É lá que nascem as chuvas...e é nela que morrem os gases. Um passo vagaroso de cada vez porque os bichos e as árvores sabem quando a gente está lá. Na floresta, a fauna e a flora gritam todos os dias’.

Segundo Cláudia, os desenhos foram diversos. “Algumas crianças ilustram com o ‘pisar’ na floresta, outras com árvores e rios. Mas houve aqueles alunos que tiveram um olhar mais negativo e ilustraram com queimada, árvores cortadas e lenhas ao lado. Os pontos de vista foram diversos’, afirma a professora. A avaliação foi aplicada no mês de agosto.

O texto ‘Em cada lugar, um sotaque’, foi produzido por Fernando Lara no mês de junho, durante os trabalhos do documentarista de natureza na Estação Ecológica do Taim (RS), onde enfrentou temperaturas extremas que chegaram aos 4 graus negativos.

Leia abaixo o texto na íntegra ou o clique aqui para ler a matéria com imagens de Fernando Lara na Revista Contexto.

Em cada lugar, um sotaque
Por Fernando Lara

O Brasil muda a cada 200km. Esta é a minha constatação nos meus mais de 50 dias de estrada percorridos pelo projeto Rotas Verdes Brasil. Em cada lugar que eu paro, o comportamento das pessoas é diferente. Assim como as gírias, os palavrões, as entonações de voz, o modo de andar, de parar e de prestar atenção ao mundo ao seu redor. 

No momento que escrevo esta parte do meu diário, estou na Estação Ecológica do Taim, no extremo sul do Brasil, a menos de 140 km do Chuí e da fronteira com o Uruguai. São 22h30 e o frio é de apenas 10 graus. Já passei por mais de 150 cidades, nove unidades de preservação e estou a mais de três mil quilômetros longe da minha família e dos amigos. Minha casa muda praticamente a cada semana. Já dormi em alojamento de pesquisadores, hospedarias, pousadas, na casa de conhecidos e até em quartel de polícia. Neste dias de estrada solitária, tenho acompanhado o trabalho dos gerentes de unidades de preservação, responsáveis por proteger o que ainda não foi destruído por nós. São homens e mulheres de coragem, que a cada dia têm que proteger um pedaço do mundo para que ninguém “mate mais um leão”. 

Os motivos que levam à destruição das nossas reservas são muitos. A culpa é nossa em todos os sentidos. Tem gente brigando pra ter mais gado, pra ampliar a agricultura, para passar uma estrada no meio do caminho de uma jaguatirica. Outros brigam para morar na encosta do morro e morrem para não saírem de lá. Também há quem deseja mais madeira para fabricar móveis e carvão para aquecer os motores. E há quem diga que não é preciso proteger o rio porque tem peixe fresco e limpo no supermercado. 

A vida está dentro da floresta e não fora dela. É lá que nascem as chuvas que os jornais julgam serem as culpadas pelas mortes em época de enchente. E é nela que morrem os gases que entorpecem nossos motores e sufocam nossos narizes e olhos todos os dias sem a gente perceber. Mas para entrar na mata é pr eciso fazer silêncio. Um passo vagaroso de cada vez porque os bichos e as árvores sabem quando a gente está lá. Na floresta, a fauna e a flora gritam todos os dias, mas a gente não escuta. Estamos presos aos cordões de Ipads e smartphones escutando um mundo imaginário. A natureza pede socorro, mas não é pra si mesma. Quem morre não é a natureza. A morte bate é na porta da gente.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Cinco meses na estrada

Os próximos desafios de Fernando Lara e a Honda Bros serão na travessia de barco de Manaus-Belém e logo em seguida os Lençóis Maranhenses. Foto: Divulgação
O documentarista de natureza da Fauna e Flora Documentários, Fernando Lara, e sua Honda Bros completam hoje (27) cinco meses de Rotas Verdes Brasil. A expedição registra neste momento as belezas da Floresta Amazônica, o ponto mais distante em linha reta da base da F&F Documentários no Vale do Aço. Os trabalhos são realizados hoje na Reserva Biológica do Uatumã (AM) uma unidade de conservação de quase 1 milhão de hectares, uma área equivalente ao estado de Santa Catarina.

Nestes 150 dias, os registros da Rotas Verdes Brasil já passaram por 16 unidades de conservação em 10 estados por biomas como a Mata Atlântica, os pampas gaúchos, transição do Cerrado e o Pantanal, as belezas do fundo do mar do Atlântico e agora a Floresta Amazônica.

As emoções para os meses seguintes também continuam. A próxima jornada será percorrer 1.300 quilômetros de barco entre Manaus e Belém pelo Rio Amazonas. O trajeto é o mais usado por quem mora na região Norte e deve durar cerca de cinco dias. Será uma ótima oportunidade de fazer registros de como vive a população e da relação dela com os rios e com a fauna local.

Depois da travessia, Fernando Lara inicia o trajeto pelo Nordeste e em grande estilo. Os trabalhos da Rotas Verdes Brasil seguem para as dunas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. A expedição ainda passará pelos Parques Nacionais de Jericoacoara Sete Cidades, APA do Delta do Parnaíba, Vale dos Dinossauros, entre outros.

Não deixe de seguir esta estrada junto com a gente


Por Edlayne de Paula

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Rotas Verdes Brasil chega a Rebio do Uatumã

Galo-da-Serra foi um dos últimos registros feitos por Fernando Lara na APA Maroaga (AM). Foto: Fernando Lara
A Expedição Documental Rotas Verdes Brasil já está na Reserva Biológica (Rebio) do Uatumã, unidade de conservação sob a gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação daBiodiversidade (ICMBio). São 938.720 hectares, uma área equivalente ao estado de Santa Catarina, entre os municípios de Presidente Figueiredo, São Sebastião do Uatumã e Urucá, no estado do Amazonas. Esta unidade representa a maior área de preservação da Rotas Verdes Brasil e é também a maior Reserva Biológica do país. Os registros em Uatumã começaram na última sexta-feira (23).

Depois de passar 11 dias na APA Maroaga (AM), onde fez imagens exclusivas da onça-pintada, Fernando Lara segue com os trabalhos de documentação da flora, fauna, aspectos antropológicos e geográficos da Floresta Amazônica. Os contatos com a base da Fauna e Flora Documentários estão sendo feitos nos últimos dias por meio de um telefone satelital pra própria Rebio.

Fernando Lara inicia hoje (26) área chamada Pitinga dentro da Rebio do Uatumã. Trata-se de uma região de mata primária quase intocada pelo homem onde será possível encontrar árvores centenárias e fauna ainda mais diversificada. No entanto, por se tratar de uma região isolada, o acesso é ainda mais difícil e o socorro também. 

Do escritório da Rebio Uatumã em Vila Balbina, no município de Presidente Figueiredo são oito horas de barco até Pitinga. Fernando Lara ficará acampado por um período de quatro dias.  A atenção é redobrada por causa da malária, picada de cobra e outros perigos que envolvem a selva amazônica. Mas nosso documentarista de natureza não é um principiante, pois já possui a experiência de quem já trabalha em documentação de vida selvagem há 11 anos.

Além do apóio do ICMBio, instituto ligado a Ministério do Meio Ambiente, a Fauna e Flora Documentários continua tendo o apóio do Centro Estadual de Unidades de Conservação (CEUC) do Governo do Amazonas que cedeu uma lancha para a realização dos trabalhos. A Rebio do Uatumã entra na Rotas Verdes Brasil em substituição ao Parque Nacional de Anavilhanas que por questões de logística não pode atender as demandas da nossa expedição.

Por Edlayne de Paula

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Jornal Hoje exibirá matéria sobre Rotas Verdes Brasil

Mais de 80 matérias, em diversos veículos de comunicação, já foram produzidas sobre a Rotas Verdes Brasil. Nesta foto Fernando Lara grava com Regiano Caju (Video Plus) no Parque Est. do Rio Doce
As imagens de Fernando Lara com a onça-pintada chamaram a atenção da TV Globo. Na última terça-feira (20) uma equipe da emissora foi escalada para gravar uma matéria especial sobre a Rotas Verdes Brasil. O VT deverá ir ao ar nos próximos dias com as imagens exclusivas do felino e dos trabalhos do documentarista de natureza na APA Caverna Maroaga, em Presidente Figueiredo (AM). A equipe do Globo Natureza também fez contato com a base da Fauna e Flora Documentários no Vale do Aço, interessada no projeto.

Mas esta não é a primeira vez que a Rotas Verdes Brasil chamou atenção da mídia nacional. A jornada do documentarista de natureza e sua Honda Bros por 18.000 km pelo Brasil já foi pauta em outros veículos de comunicação por pelo menos 80 vezes.

As pautas começaram antes mesmo do início da expedição, com matérias exibidas no Vale do Aço para os programas MGIntertv e Intertv Rural,TV Cultura, rádios Itatiaia e Educadora além do jornal Estado de Minas. Logo em seguida o interesse da mídia foi aumentando ainda mais e  no primeiro mês da expedição a equipe da Fauna e Flora Documentários emplacou uma matéria no programa Via Brasil da GloboNews

A expedição também já foi pauta do MGTV, site Acessa, Rádio Catedral e jornais Tribuna de Minas e JF Hoje em Juiz de Fora; por duas oportunidades no site G1;  Record News; Rádio CBN, Rede Massa (SBT/PR); revista Terra da Gente; Jornal em Tempo (SBT - impresso e televisivo do Amazonas); Gazeta SP; Diário Catarinense, Jornal Zero Hora, além de outros programas de afiliadas da Rede Globo como Bom Dia Santa Catarina; Jornal do Almoço (RBS/RS); Paraná TV; TV Centro América (MT); Amazônia em Revista (RO) e Bom dia AM.

A Rotas Verdes Brasil também possui parceiros de peso que divulgam amplamente o diário de expedição no Vale do Aço (MG). São eles o jornal Diário do Aço e as revistas Contexto e Vitrine Minas que periodicamente publicam imagens e informações sobre a expedição.

Clique nos links para ler ou ver as matérias

Neste trabalho de ampla divulgação do projeto, com resultados positivos de mídia espontânea, levamos não só a marca da Rotas Verdes Brasil mas também da nossa parceira Honda Mavimoto e de todos os  patrocinadores e apoiadores desta expedição. Acreditamos sempre na ‘comunicação que informa’ e é esta bandeira que a Fauna e Flora Documentários carrega em todos os trabalhos.

Agradecemos a todos que torcem e principalmente aqueles que acreditam neste projeto. Prometemos que muita ainda está por vir.

Por Edlayne de Paula